REPRESENTANTES DA FÉ OU DA RAZÃO?

Olá amados! A paz de Jesus seja com todos!

Recebi uma indagação que considerei ser pertinente trazer para discussão. Após uma matéria sobre um projeto na Câmara dos Deputados surgiu a ênfase no problema. O tema era algo em torno de pastores na política, ativismo homossexual e casamento gay.

Poderia um líder religioso, também se tornar um líder político, mais especificamente um legislador? Essas pessoas não teriam que usar a lógica ao invés de crendices?

 

Quando falamos em sociedade, não podemos nos esquecer de que estamos falando de um TODO, onde temos uma imensa diversidade. Já quando falamos em igreja, estamos falando em uma FRAÇÃO, um grupo dessa sociedade. Os grupos têm que respeitar a sociedade como um todo, e a sociedade respectivamente, respeitar as características únicas dos grupos, desde que não firam os demais, segundo as leis vigentes.

Alguns anos atrás em uma conversa informal um político me disse:

                    “Meu jovem, política são interesses!”

Apesar de a política dever tratar de interesses coletivos, esses interesses na sua origem, são individuais, ou representam uma fração da sociedade apenas.

Nada impede então, que um representante de um grupo o represente na sociedade. Caso contrário, não gozaríamos de uma democracia. Então, aqueles que DEMOCRATICAMENTE foram eleitos, para atender aos interesses coletivos PELO GRUPO podem e devem usar dos artifícios legislativos para salvaguardar um direito dos mesmos.

Alguém irá dizer novamente: “mas os interesses devem ser de todos!”. Lembro que, caso fosse tão simples assim, não teríamos partidos políticos.

Agora supomos, por exemplo, que um padre tem a crença de que um casamento deve, obrigatoriamente, para ter a bênção de Deus, ser a união civil e RELIGIOSA entre um homem e uma mulher. Então eu pergunto: Por que a preocupação de outros grupos em possivelmente fazer com que o mesmo padre venha a passar por cima de CRENÇAS que esses grupos não consideram “justificáveis racionalmente” e OBRIGAR um padre a realizar uma CERIMÔNIA RELIGIOSA contrária aos seus princípios? Por que essa necessidade da força? Por que essa necessidade de auto afirmação? Seria isso uma medida racional?

O problema é o conceito de liberdade, que para muitos, parece ser algo sem medida, sem LIMITES.

Temos que considerar que certas condutas, além de crimes, podem não ser éticas. Ninguém faz um campeonato de som automotivo em frente a um hospital. Eu apesar de ter sido católico, não vou à Igreja Católica durante a missa pregar para o padre. Isso se chama tolerância. Porque alguém é ateu, não é lógico ou racional colocar uma arma em sua cabeça e lhe obrigar a pensar diferente. Imagino que temos um pouco mais de respeito ao próximo do que Hitler teve. Temos que respeitar a diversidade. Tenho amigos gays e reconheço seus direitos enquanto civis, afinal de contas, são seres humanos, assim como eu o sou.

O problema está na ditadura gay que alguns ativistas (veja bem, não estou citando todos os gays, mas alguns ativistas) estão tentando impor à sociedade. Usamos o exemplo do ocorrido no Brasil pouco tempo atrás, onde num avião, um pastor foi ofendido e ridicularizado sem reagir, onde para esses ativistas, não bastou se conterem nos seus limites, aliás, não basta terem o direito de fazerem manifestações pacíficas NA RUA, mas querem fazê-las violentas como os casos onde IGREJAS SÃO APEDREJADAS ou ainda DENTRO DOS TEMPLOS, querem ir além e “patrolar” o direito dos demais. Pura intolerância, já que antes que seja contestado, o direito de culto é legítimo e constitucional, no que se refere à prática, ao ambiente e à ordem.

O pior de tudo é ver as lideranças políticas que apoiam certos atos, seu passado condenável e o patrocínio da manipulação feita pelos veículos de comunicação onde se joga uma informação distorcida e aquilo é absorvido como verdade absoluta, sem ser questionado. Esse é o país onde a racionalidade é tão mencionada, mas usada de maneira errada.

Uma sociedade sem limites é uma sociedade de cultura fracassada.

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